Vila de Prado reforça desejo do ensino secundário no sul do concelho

A segurança, a educação, a ação social e atividade profissional e empresarial da freguesia da Vila de Prado estiveram em debate na tertúlia 'Presente e Futuro da Vila de Prado' que teve lugar no salão da Junta de Freguesia local. Tratou-se, como o próprio nome indica, de uma debate em que foi analisado o presente e perspetivado o futuro da Vila de Prado.
De acordo com o presidente da Junta de Freguesia da Vila de Prado, Paulo Gomes, esta iniciativa – que foi animada pelo Grupo Coral Assanes – serviu ainda para abordar os projetos previstos para os próximos anos e analisá-los á luz da difícil conjuntura económica que afeta o país.
"Da parte do município, recebemos, nesse particular, indicações claras de que serão para manter e concretizar os compromissos assumidos", afirmou o autarca, dando conta da participação do município na sessão, através do vereador António Zamith Rosas.
A sessão estava aberta a "todas das pessoas da terra e mesmo às que, sendo pradenses, estão a viver fora" para que estas pudessem "expor as suas ansiedades e visões quanto aos problemas e soluções que existem na e para a Vila de Prado". A participação, defende Paulo Gomes, "foi muito satisfatória, quer por parte da população, quer por parte das forças vivas da freguesia", ou seja, associações e tecido empresarial local.
No que diz respeito à educação, Paulo Gomes defende que é necessário dar continuidade a cursos de formação profissional na Vila de Prado, bem como ao ensino secundário. O alargamento ao ensino secundário é, desde há muito tempo, um desejo dos pradenses. "Não queremos um ensino secundário de segundo plano, mas sim um ensino de qualidade, que sirva Prado e as freguesias contíguas", reforçou.
Em suma, o autarca defendeu que "o objetivo da tertúlia foi amplamente alcançado, já que se tratava de um projeto piloto". "Como tal, continuaremos, nos próximos anos, a realizar mais sessões deste tipo, embora com temáticas mais específicas", concluiu.
Na sessão participou ainda o pároco e pradense, padre José Alberto Peixoto, que teve a oportunidade de defender a importância da Igreja e da comunidade paroquial na história da Vila de Prado, mostrando-se ainda seguro do impacto positivo que terá sobre o futuro de Prado. Nesse sentido, valorizou a capacidade de trabalho e de intervenção, aos mais variados níveis, da comunidade paroquial e missão de valorização humana e social de cada cristão.

Dinamização empresarial
A dinâmica comercial e industrial da Vila de Prado, como pólo de desenvolvimento económico fulcral para o concelho, esteve em destaque no debate sobre o presente e o futuro da vila pradense. Com o presidente da Associação Empresarial de Vila Verde, José Morais, a participar no evento, ficou o compromisso de realizar a próxima assembleia geral da instituição na Vila de Prado. Será mais uma forma de vincar o esforço da AEViVer em assegurar um trabalho homogéneo e integrado em todo o território do concelho de Vila Verde. Face à forte componente empresarial do sul do concelho, a Vila de Prado assume um papel determinante para o concelho no que toca à dinâmica económica no contexto da região e da proximidade a Braga. Como espaço de partilha e rentabilização de recursos e potencialidades, a AEViVer foi apontada como parceira de referência para os empresários e instrumento importante para ajudar a superar a conjuntura nacional e internacional desfavorável.
Artigo publicado no Jornal Terras do Homem online, ver mais aqui.